06/02/2013

Soneto Errado


O lento desenho percorrido
do seu viçoso corpo tremente,
balbucia no leito, demente,
indícios do gozo no gemido.

O brilho da pele descoberta
molhada de suor e saliva,
a língua inquieta, instintiva,
explora-a enquanto lhe desperta.

Com o ritmo incerto do rangir,
o prazer dilata e umedece,
os pelos que se põe eriçados.

A noite se deixa interagir,
como se o amanhã não houvesse,
no tempo e espaço ignorados.

(Eliano Silva)                                                                                        

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