27/08/2013

Sarau no CAMEAM / UERN

                                                                                                                  Por: Eliano Silva

Hoje (27/08/13) teve poesia no campus, não que frequentemente não haja alguém se apresentando nos intervalos culturais, seja com música, dança, teatro etc., mas hoje tivemos um recital do melhor modo despojado (no bom sentido do termo) que poderíamos ter, com direito a imprevistos e tudo mais (por motivos técnicos não houve música, mas onde faltou em acordes e melodia, transbordou em palavra e aquele tipo de palavra que constrói).

Poetas e simpatizantes da poesia deram o ar da graça e empunharam o microfone, contemplando o público com poesias autorais e de autores consagrados, como Bukowski, Ferreira Gullar, Edgar Allan Poe, Hilda Hilst etc.

O sarau foi show!


Dentre os poetas e amantes da poesia, estavam:


Yuri Hícaro , poeta, recitando poesias do seu livro recém publicado, Um canto conforme a noite.

Murilo Costa Oliveira, poeta.

Alex Moura, poeta e companheiro de curso.

Ronaldo Santos, poeta.


Adriana Cruz, poetiza. 

Taiza Barros, poetiza.

Caroline Pessoa, escritora.

e eu! rsrs


Muitas outras pessoas participaram... e viva a poesia.

26/08/2013

Pseudo

Na Natureza Selvagem  


Veja o menino
Querendo ser Rimbaud,
Walt Whitman, Rousseau.

Veja o menino
Tocando os rocks e blues
Que sobraram dos anos 70.

Veja o menino
É provável que não
Saiba o mínimo que pensa saber,
Mas sabe que “ser” é o x da questão.

Fã de Beatles e cinema americano
Juntou dinheiro pro mochileiro, visitar o túmulo
Do Che, demora horas filosofando
Se contradizendo.
Nos tempos de outrora
Se perdendo em seu próprio templo.

Quem é você?
O que queres?
Quem é você?
O que queres?
O que tem nesse caderno?
O que vais fazer?
Se não tiveres a atenção

Que queres?

(Eliano Silva)

23/08/2013

Por capricho



Eu escrevo até quando eu quero!
É fácil escrever
Quando você
É bicho solto no mundo,
Quando se é o mais vagabundo que puder.
Mas quando se diz
“vou escrever uma poesia”
Pronto, durante todo o dia,
Nenhum risco sequer.
Escrever por querer é complicado,
Escute música, leia livros e nada sairá
além de papel rabiscado.
Há dias que basta vê
Uma pedra no caminho, um passarinho.
E há dias como esse,
Que a falta de inspiração
De oração em oração
Preenche a folha pálida.
É quando não me baixa o poeta,
Que minha alma não se aquieta.                                                                                              
Risco todo o caderno,
Subo e desço, vou e venho.
E se não acho as palavras pra rimar no poema,
Acho um poema pra rimar as palavras que tenho.

                                    (Eliano Silva)


20/08/2013

Só eu sei de ti




Entardeceu,
Deu uma chuva fraca,
Como aquela que te fez ficar em casa outro dia.
Te convenci que o melhor era ficar ali,
Vendo os pingos da chuva escorrerem pelas folhas das plantas.
Quando trovejou, você fechou os olhos.
E eu te abracei,
Só eu sei de ti.
Eu toquei aquela música
Você sorriu e cantou junto.
Vestida com uma camisa minha.
Você dormiu, eu entendi

Que só eu sei de ti.

(Eliano Silva)

12/08/2013

Abandonou
 o romance que lia
e foi viver
um romance.




                Eliano Silva

09/08/2013

A Morte do Pescador


Por Eliano Silva

Há duas mortes: Uma, apenas os mais sensíveis percebem; a outra, o cortejo sinaliza até quem se recusa a saber. Existe a morte que é eterna e a que se morre cotidianamente.
“Jorge já estava morto ou não?”


Eis um livro em que as imagens são rapidamente projetadas na mente de quem o lê, ilustrando assim, a história de um pescador que “morre antes de morrer”. A narrativa de Mário Gerson, adjetivando cada movimento, com um lirismo aguçado, no durante o passar das páginas desta pequena novela, prende o leitor desde o prólogo (escrito pelo próprio autor) até a última página. É impecável.
A obra foi lançada em 2008, pela editora Queima Bucha, porem, somente agora a tive em mãos, quando por um acaso bom, desses que ocorrem para a nossa sorte, encontrei enquanto organizava os livros do BALE (Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas). Li num suspiro, mas a inquietação dura até o exato momento, em que escrevo esse meu comentário. Sabe aqueles escritos que lhe dá uma porrada na cara? A Morte do Pescador é assim.











   

01/08/2013

Baixe a obra completa de Machado de Assis



Em homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis, a biblioteca digital pública do MEC em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Linguística (NUPILL) da UFSC, disponibilizou a obra machadiana em pdf e em html grátis e seguro.
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