31/07/2012

Abstinência

A carne pede,
cede como quem cansa,
a ânsia da carne fede.
Perfume de lembrança.

dança
pede 
cede
transa

A pele chama,
a carne pede,
a carne cedida
como quem perde,
a mordida fere,
a carne ferida geme.

Treme como quem goza,
como quem teme.
Carne viçosa.


(Eliano Silva)

Um comentário:

  1. O desejo carnal e impreterivelmente intrínseco a vida de um humano normal e que dirá então de um poeta que em tudo é mais intenso? Notei que a estrutura gráfica de seu poema tem as curvas de uma mulher, magnífico, parabéns poeta!

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