19/04/2012

O homem que come





A poesia nos meus dedos lhes mostram a minha cara sem a maquiagem do quotidiano.
Os homens se entregam aos seus maridos e são domesticados.
Chamem-me de poeta.
O poeta sem as rimas exigidas pelos  burocráticos críticos literários.
(literatura burocrática)
e não me deem atenção.

Mostrem-me suas armas, vem vindo os outros fantasiados de felizes
Vem vindo dos seus trabalhos sem sentidos e
depois de se entregarem aos seus maridos
 vão dormir cansados de fingirem.
Os sorrisos se tornam tão amarelados depois de fingirem.
Os sorrisos e os orgasmos.

Tirem um dia para ficarem bêbados, senhores.
E preparem-se para a segunda feira.
Vamos, criatura. Vê se não chora ébrio.
Na segunda tudo voltará a normalidade crônica.

Nem só de escritório vive o homem.
Homens condenados a realidade.
Livrem-se das forcas que são vossas gravatas.


( Eliano Silva)



2 comentários:

  1. Karaka vey... Nao troco vc por Cecília do Amaral nunca. Que poema da ora. ôloko

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  2. Curti, muito legal todos os poemas que você postou aqui, muito talentoso mesmo

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