07/03/2014

SUBVERSOS





São ventos os versos
              Subversivos
               Que lapido.

São versos despudorados
Como putas e mendigos.
Mentais e estereotipados.

São versos que habitam
Nos subúrbios e cubículos.
São versos que não publico,
                               Grito.

São versos transeuntes
No transito demente,
Na arquitetura e urbanismo
                     Cosmopolita.

São versos marginais
Manchados e  encardidos
De vermelho sangue
Do bandido em carne viva
Refém das benevolências
Dos que são de bem.

Bendito bom é o não dito.

São versos em português errado.
Objeto dos sociolinguistas.
São sociais sociopáticos.  
Saussures e patativas.

São versos pós-modernos,
Antiquados, enquadrados
Em retratos nas paredes
                    Demolidas.

São demônios indo à missa
                     No domingo
Nos bolsos dos vestidos
Das mulheres submissas.

São incertos
São insetos
Como pragas nos muros
E calçadas da cidade.
E deixando em apuros
Bons costumes e moralidade
Imoral do caifás nada
              Engravatado.



(Eliano Silva)


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