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06/02/2013

Soneto Errado


O lento desenho percorrido
do seu viçoso corpo tremente,
balbucia no leito, demente,
indícios do gozo no gemido.

O brilho da pele descoberta
molhada de suor e saliva,
a língua inquieta, instintiva,
explora-a enquanto lhe desperta.

Com o ritmo incerto do rangir,
o prazer dilata e umedece,
os pelos que se põe eriçados.

A noite se deixa interagir,
como se o amanhã não houvesse,
no tempo e espaço ignorados.

(Eliano Silva)                                                                                        

05/02/2013


         Eu sou um
 viciado físico
          e a dependência
   é de você
                           eu preciso
                           te cheirar
                         te beber
                         te tocar

                         te comer

(Eliano Silva)

04/02/2013

A(mor)vião















Não me acostumo com o avião,
Que faz a gente voar,
Que tira a gente do chão,
Que faz a gente chegar,
Que faz a gente partir,
Na partida, a gente chorar,
Na chegada, a gente sorrir,
Na turbulência, a gente temer,
Ter frio na barriga ao embarcar,
Na queda, a gente morrer,
Ou gravemente se machucar,

O amor é um avião.

(Eliano Silva)                                                                                                                  

02/02/2013




Não gosto da possibilidade.
Eu gosto é da certeza.
Do fato consumado na mesa.



Eu gosto do gosto amargo do café.



A função em funcionamento.
A movimentação em movimento.
O amor amando, caramba!



(Eliano Silva)

26/01/2013

O poeta Antonio Francisco.

  Ao lado do poeta Antônio Francisco 



Falamos sobre muitas coisas, mais ele do que eu, porque qualquer pessoa se torna monossilábico ao lado de quem tem o dom da contação de estórias como este senhor que planta roça e se locomove de bicicleta e é genial. Dizia ele "A amizade é a chave que abre a porta do castelo onde mora o coração".

Ele ocupa a cadeira de número 15 na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a mesma do saudoso Patativa do Assaré. Tem cerca de 30 folhetos e é autor de obras como: Dez cordéis num cordel só, que já foi abordada em vestibular.

Antônio Francisco disse que larga seus livros pela a casa, ao alcance de todos, e quando lhe perguntam se não tem medo de que alguém os roubem, ele responde que teria o maior prazer em dizer que na sua terra se ler tanto que se rouba livros.

No vídeo a seguir, ele declama: O ataque de Mossoró ao bando de Lampião.


06/01/2013

O casal arrumando a casa







Amor, tô arrumando a casa
Cuida dos gêmeos pra mim

sei fazer aquela comida,
tô prontinha pra casar, 
faço tudo direitinho

Que cor serão essas paredes? 
que tal se aqui ficar o sofá?
a TV bem alí!

(Eliano Silva)


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